Direitos Animais: A Abordagem Abolicionista

Animais: Nossa Esquizofrenia Moral

Dizemos levar os animais a sério.

Todos nós concordamos que é errado causar sofrimento ou morte aos animais “sem necessidade”. Mas o que isso quer dizer?

No mínimo, quer dizer que é errado causar sofrimento e morte aos animais só porque sentimos prazer ou nos divertimos fazendo isso, ou então porque é conveniente, ou porque é puro hábito.

Mas a esmagadora maioria dos usos que fazemos dos animais – quase todos os usos – não tem nenhuma justificativa, a não ser nosso prazer, divertimento, hábito ou conveniência.

A maioria dos animais é morta para a produção de comida. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), os humanos matam aproximadamente 53 bilhões de animais – isto é, 53.000.000.000 – para comida por ano, fora os peixes e outros animais marinhos.

145 milhões.........mortos a cada dia
6 milhões..........mortos a cada hora
100.000..........mortos a cada minuto
1.680 ..........mortos a cada segundo

Esse número está crescendo e poderá dobrar na segunda metade do século.

Como podemos justificar essa matança?

Não podemos justificar essa matança baseados na ideia de que precisamos comer produtos animais por questões de saúde. Não há dúvida de que não precisamos. Na realidade, a evidência mostra, cada vez mais, que os produtos animais fazem mal à saúde humana.

Não podemos justificar essa matança baseados na ideia de que ela é “natural” porque os humanos comem animais há milênios. O fato de estarmos fazendo uma coisa há muito tempo não quer dizer que essa coisa seja moralmente boa. Os humanos foram racistas e machistas durante muitos séculos, e agora reconhecem que o racismo e o machismo são imorais.

Não podemos justificar essa matança como necessária para a ecologia global. Há um crescente consenso quanto ao fato de que a criação de animais para comida é um desastre ambiental.


  • Segundo a FAO, a criação de animais para comida é responsável por mais emissão de gases do efeito estufa do que o uso de gasolina em carros, caminhões e outros veículos.
  • A pecuária utiliza 30% de todo o solo do planeta, incluindo 33% das terras cultiváveis, usadas para produzir comida para os animais explorados nessa atividade.
  • A criação de animais para comida está resultando na devastação das florestas para criar novas pastagens e numa grave e extensa degradação do solo, que sofre compressão devido ao pastoreio excessivo, além de erosão.
  • A criação de animais para comida é uma das principais ameaças aos recursos hídricos mundiais, cada vez mais escassos. É preciso um imenso volume de água para produzir alimento para esses animais. O pastoreio excessivo em várias partes do planeta atrapalha os ciclos da água. A criação de animais para comida contribui significativamente para a contaminação aquática.
  • Os animais consomem mais proteína do que produzem. Para cada quilo de proteína animal produzida, os animais consomem, em média, quase 6 quilos de proteína proveniente de grãos e forragem.
  • São necessários mais de 100.000 litros de água para produzir 1 quilo de carne e aproximadamente 900 litros para produzir 1 quilo de trigo.

Como os animais consomem muito mais proteína do que produzem, os grãos que deveriam servir de alimento aos humanos são dados de comer aos animais. Assim, a criação de animais para comida, junto com outros fatores, condena muitos seres humanos a passarem fome.

A única justificativa que temos para causar sofrimento e morte a 53 bilhões de animais por ano é que comê-los nos dá prazer, é conveniente para nós e é um hábito.

Em outras palavras, não temos nenhuma boa justificativa.

Nosso modo de pensar sobre os animais não humanos é muito confuso. Muitos de nós vivem, ou já viveram, com companheiros animais como cães, gatos, coelhos, etc. Nós amamos esses animais. Eles são membros importantes das nossas famílias. Quando eles morrem, sofremos.

Mas enfiamos garfos em outros animais que não são diferentes daqueles que amamos. Isso não faz o menor sentido.

Como tratamos os animais

Além de usarmos os animais para todo tipo de finalidade que não pode ser considerada “necessária”, nós também lhes damos um tratamento que, se fosse dado a seres humanos, seria considerado tortura.

Há leis de bem-estar animal exigindo que tratemos os animais “humanitariamente”. Mas essas leis geralmente não fazem sentido, porque os animais são propriedade. Os animais são mercadorias: seu único valor é aquele que nós lhes damos. No que concerne à lei, animais são como carros, móveis ou qualquer outra propriedade nossa.

Como os animais são propriedade, nós geralmente permitimos que as pessoas os usem para a finalidade que quiserem e lhes causem um sofrimento terrível durante o processo.

Por que não obter leis e padrões industriais melhores?

A maioria das organizações de proteção animal afirma que a solução para o problema da exploração desses seres é melhorar as leis de bem-estar animal, ou fazer pressão para a indústria melhorar os padrões de tratamento. Essas organizações fazem campanhas por métodos de abate mais “humanitários”, sistemas de confinamento mais “humanitários” como jaulas maiores, etc. Algumas delas afirmam que melhorar o tratamento dos animais faz com que o uso de animais seja totalmente eliminado no futuro, ou, pelo menos, seja significativamente reduzido.

Mas será que a solução é essa, mesmo? Não, não é.

A realidade econômica é tal que as reformas bem-estaristas oferecem poucas melhoras, se é que oferecem alguma. Por exemplo, o abate “humanitário” de aves com gás envolve tanto sofrimento quanto o abate de aves com choque elétrico.


Caracterizar a exploração dos animais como uma atividade que está ficando mais “humanitária” faz o público se sentir mais à vontade quanto ao uso de animais, o que o incentiva a continuar consumindo produtos animais e pode até aumentar o saldo de sofrimento e mortes.


Além disso, não há absolutamente nenhuma prova de que as reformas bem-estaristas levem ao fim do uso de animais ou a uma redução significativa do seu uso. Os padrões e as leis de bem-estar já existem há mais de 200 anos e nós estamos explorando mais animais, e em condições ainda mais horríveis, do que em qualquer época da história humana.

E o mais importante de tudo é que reformar a exploração ignora a questão fundamental: como podemos justificar o uso de animais como nossos recursos – por mais “humanitariamente” que os tratemos?

Qual a solução?

A solução é abolir a exploração dos animais, em vez de regulá-la. A solução é reconhecer que, assim como reconhecemos que todo ser humano, independentemente de suas características particulares, tem o direito fundamental de não ser tratado como propriedade alheia, todo não humano senciente (perceptivamente consciente) também tem esse direito.

O que isso significa na prática?

Você deve estar querendo saber como fazer alguma coisa para abolir a exploração animal.

Há uma coisa que você pode fazer.

Você pode se tornar vegano(a). Agora mesmo. Veganismo quer dizer que você parou de consumir produtos de origem animal.

O veganismo não é uma mera questão de dieta; é um compromisso moral e político com a abolição, no nível individual, e abrange questões não só de comida, mas também de roupas e outros produtos, além de outras ações e escolhas pessoais.

O veganismo é aquilo que todos nós podemos fazer hoje – agora – para ajudar os animais. O veganismo não requer uma campanha cara, nem o envolvimento de uma grande organização, nem legislação, nem nada fora o nosso reconhecimento de que, se o termo “direitos animais” significa alguma coisa, significa que não temos justificativa para matar e comer animais.

O veganismo reduz o sofrimento e a morte dos animais por meio da redução da demanda. Representa uma rejeição à condição de mercadoria dos animais não humanos e o reconhecimento de seu valor inerente.

O veganismo também é um compromisso com a não violência. O movimento pelos direitos animais deve ser um movimento de paz e deve rejeitar a violência contra todos os animais – humanos e não humanos.

O veganismo é a forma mais importante de ativismo político em que podemos nos engajar pelos animais.

E uma vez que você tiver se tornado vegano(a), comece a educar sua família, seus amigos e outras pessoas de sua comunidade a também se tornarem veganos.

Se quisermos abolir a exploração animal, um movimento vegano é um pré-requisito necessário. E esse movimento começa com a decisão do indivíduo.

Mas o que há de errado em comer produtos animais que não a carne?

Não há nenhuma diferença significativa entre comer carnes e comer laticínios ou outros produtos animais. Os animais explorados para produzir laticínios, ovos ou outros produtos são tão maltratados quanto os animais criados para produzir carne (ou mais maltratados ainda). E todos eles acabam no mesmo matadouro, depois do quê nós consumimos sua carne do mesmo jeito.


Há tanto sofrimento e morte num copo de leite, ou num sorvete, ou num ovo, quanto num bife.


Dizer que há uma diferença moral entre comer carnes e comer laticínios, ovos ou outros produtos animais é tão absurdo quanto dizer que há uma diferença moral entre comer vacas grandes e comer vacas pequenas.

Enquanto mais de 99% das pessoas continuarem pensando que é aceitável consumir produtos animais, nada vai mudar de verdade para os animais.

Portanto…

A decisão é sua. Ninguém pode tomá-la por você. Mas, se você acredita que as vidas dos animais têm valor para eles próprios, e que por isso você deve respeitá-las, então pare de participar da matança dos animais, por mais “humanitariamente” que eles sejam tratados.

Junte-se ao movimento abolicionista. Torne-se vegano(a). Hoje. É fácil ser vegano(a). E é a coisa certa a fazer.

Para mais informações, visite A abordagem abolicionista em:

www.AbolitionistApproach.com

© 2008 Gary L. Francione & Anna E. Charlton.
A distribuição por outros indivíduos ou organizações não indica necessariamente que os autores aprovem quaisquer pontos de vista que possam ser expressos por esses indivíduos ou organizações, que não os contidos aqui.


Retirado do modelo do panfleto disponível aqui. Salve, imprima, distribua.

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Faça um case para seu leitor de ebooks usando uma caixa de DVD

Olha que legal: uma caixa de DVD comum funciona muito bem como case de transporte para um Kindle, Kobo e alguns outros modelos de leitores de livros digitais. Ou seja, se seu dispositivo tiver medidas de até 185 x 120 x 10 mm provavelmente cabe dentro de uma simples caixa de DVD. É rápido de fazer, eficiente e barato.

Você vai precisar de:

      Uma boa caixinha de DVD que feche bem.
      Um pedaço de TNT ou tecido fino e macio
      Cola escolar ou cola quente
      Dois pedaços pequenos de bastão de cola quente ou algo similar
      Dois pedaços de papel cartão ou papelão do tamanho do ereader
      Tesoura, faca ou estilete e um alicate

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Comece soltando o plástico da capa e cortando o suporte central onde vai preso o disco, deixando apenas as beiradas laterais que vão firmar o aparelho para que ele não fique dançando para os lados. Cuidado para não rachar a caixa toda.

Se você conseguir retirar apenas o necessário para encaixar o tablet, melhor, não vai precisar usar o cartão como reforço na parte traseira, mas isso é difícil de conseguir.
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Quebre as duas linguetas da parte interior, cole o cartão de papel grosso ou papelão na parte traseira da caixa e prenda novamente por cima o plástico da capa.

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Cole o forro de TNT ou tecido e o cartão que vai proteger a tela do ereader. Quanto mais rígido esse cartão for, melhor, desde que seja fino e leve.

Usando o próprio aparelho como gabarito, fixe os dois pedaços de qualquer coisa na parte superior e inferior para que ele não fique sambando dentro da caixa durante o transporte. Dois pedacinhos de bastão de cola quente envoltos por TNT funcionam bem.

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Pronto! Agora arranje uma capa bacana (ou nada a ver, como a minha) e corra pro abraço.

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Computador velho como terminal de consulta de preços, versão 2

Uma outra forma de por em prática o projeto de um terminal de consultas usando um PC antigo

Ao invés de uma página HTML estática que contenha a lista de produtos, página essa que exigiria edição manual para acréscimo e retirada de produtos em estoque, vamos usar uma página com um pouco de PHP para carregar automaticamente o arquivo TXT gerado pelo seu programa de automação, tornando a manutenção muito mais simples e rápida.

É uma alteração bem fácil e que não vai exigir muito mais da capacidade do PC, no entanto é aconselhável usar Windows XP no lugar do 98. 256 de RAM é recomendável.

PÁGINAS EM PHP PRECISAM DE UM SERVIDOR

Para que uma página com PHP funcione, você precisará de um servidor web rodando na máquina. A melhor opção nesse caso é o Server2Go. Baixe a versão mais simples e zipada aqui. Ele é um servidor portátil, ou seja, não precisa ser instalado e pode ser carregado até mesmo num pendrive.

CONFIGURANDO O SERVIDOR

Descompacte o Server2Go e copie a pasta para o lugar onde ele ficará no HD, recomendo que seja na raiz mesmo, em C:/

No diretório do programa, vá em htdocs e jogue dentro os arquivos terminal.txt e index.php (o arquivo de texto puro gerado pelo seu programa de automação e o arquivo contendo o código que eu forneço abaixo). Já existe um arquivo index.php nesse diretório. Você pode optar por renomear o arquivo original ou simplesmente substituí-lo.

EIS O CÓDIGO DA PÁGINA HTML COM PHP

Abra o bloco de notas e cole esse código. Salve com a extensão .php e com o nome index. Talvez você tenha algum problema na hora de copiar e colar o código e perca as quebras de linha. Se vire, quebre tudo manualmente caso isso aconteça e deixe exatamente como exibido abaixo, senão vai dar zebra:

<!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN">
<html>
<head>
<meta http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=ISO-8859-1">
<meta http-equiv="refresh" content="10">
<title>CONSULTA DE PRE&Ccedil;O</title>
<meta http-equiv="Pragma" content="no-cache">
<meta http-equiv="expires" content="timestamp">
<script language="JavaScript" type="text/javascript">
var TRange = null;
function Procurar(str) {
if (parseInt(navigator.appVersion) < 4) return;
var Resultado;
if (window.find) {
Resultado=self.find(str);
if (Resultado && self.getSelection && !self.getSelection().anchorNode) {
Resultado=self.find(str)
}
if (!Resultado) {
Resultado=self.find(str,0,1)
while (self.find(str,0,1)) continue
}
}
else if (navigator.appName.indexOf("Microsoft")!=-1) {
if (TRange!=null) {
TRange.collapse(false)
Resultado=TRange.findText(str)
if (Resultado) TRange.select()
}
if (TRange==null || Resultado==0) {
TRange=self.document.body.createTextRange()
Resultado=TRange.findText(str)
if (Resultado) TRange.select()
}
}
if (!Resultado) alert ("PRODUTO SEM CADASTRO - PROCURE O VENDEDOR") 
return;
}
</script>
<style type="text/css">
body {
background-color:blue;
font-family:sans-serif;
overflow-y: hidden
}
body,div,form,.campo {
margin:0;
padding:0;
border:0
}
*:focus {outline: none;}
.cabeca, .barra {
background-color:blue; 
color:white;
text-align:center
}
.resultado,#busca,.botao,.campo {
background-color:yellow
}
#busca,.botao {
color:yellow;border:0
}
.campo {
margin-left:5px;
overflow: hidden;
font-weight:bold;
font-size:15px;
font-family:monospace;
color:#000000;
text-transform:uppercase
}
h1 {
font-size: 60px
}
h5 {
font-size: 20px
}
h6 {
font-size: 17px
}
</style>
</head>
<body onload="document.getElementById('busca').focus();">
<div class="cabeca">
<br>
<h1><i>BUSCA PRE&Ccedil;O</i></h1>
<h5><marquee behavior="alternate">PASSE O C&Oacute;DIGO DE BARRAS DO PRODUTO SOB O FEIXE DE LUZ</marquee></h5>
</div>
<div class="resultado">
<form id="f1" action="" onsubmit="if(this.t1.value!=null &amp;&amp; this.t1.value!='') Procurar(this.t1.value);return false" name="f1"><input type="text" id="busca" name="t1" value="" size="20"> <input class="botao" type="submit" name="b1" value="Q"></form>
<form action="">
<textarea class="campo" name="mytextarea" cols="87" rows="3" readonly>
 
 
 
<?php
$f = fopen("terminal.txt", "r");
while (!feof($f)) { 
$arrM = explode("|",fgets($f)); 
 
echo "" . $arrM[1] . "
";
echo "R$ " . $arrM[2] . "
";
echo "" . $arrM[0] . "
 
";
 
}
fclose($f);
?>
 
 
 
</textarea></form>
<br>
</div>
<div class="barra">
<h6>AGUARDE A CONSULTA ANTERIOR APAGAR ANTES DE REALIZAR OUTRA</h6>
<img src="barcode.gif" width="250"><br><br>
<?php 
  $file = "terminal.txt"; 
  $lines = count(file($file)); 
  echo "<small>$lines produtos - " . date ("d/m/Y H:i:s</small>", filemtime($file));
?>
 
</div>
</body>
</html>

O QUE VOCÊ PRECISA CONFIGURAR

O endereço e nome do arquivo txt e o separador de campo (no exemplo, o separador é |)

$f = fopen("terminal.txt", "r");
while (!feof($f)) { 
$arrM = explode("|",fgets($f));

O nome do arquivo TXT pode ser o que você quiser e inclusive ficar em outra pasta, apenas lembre-se de alterar o endereço e nome dele no arquivo PHP. Já este obrigatoriamente precisa se chamar index para ser aberto automaticamente ao iniciar o servidor. O Server2Go funciona muito bem nesse projeto porque, ao ser executado, abre o Internet Explorer diretamente na página index que estiver no diretório htdocs.

Uma vez definido o local do servidor (que pode ser num pendrive se você preferir), crie um atalho para o executável dele (Server2Go.exe) no menu iniciar para que ele seja aberto ao ligar o computador. Lembre-se que a ideia é que tudo seja o mais automático possível, isso precisa ser um front-end.

A maneira mais rápida e sem complicação de criar esse atalho, caso você não saiba, preste atenção, é clicar e segurar com o botão direito do mouse o arquivo executável e arrastar até o botão Iniciar do Windows, esperar abrir o menu, ir até Programas – Inicializar e soltar o botão. No menu que aparecer, clique em “Criar atalhos aqui”. Veja:

criar-atalho

Pronto! Com isso feito, o servidor vai iniciar sozinho quando o computador for ligado e abrirá o Internet Explorer direto na sua página de consultas.

CALIBRANDO O WINDOWS

Como estamos usando o Windows XP e supondo que foi recém instalado, provavelmente a resolução do monitor deve estar em 800 x 600. Bem melhor que os 640 x 480 default do Windows 98. Por causa disso, alterei um pouco a aparência da página, aumentando o tamanho das fontes.

Vamos primeiro dar uma calibrada para deixar o Windows mais esperto. Comece indo no Painel de Controle – Sistema. Na aba Avançado, clique em Desempenho – Configurações. Marque “Ajustar para obter um melhor desempenho” e clique OK. Agora vá na aba Atualizações Automáticas e marque “Desativar Atualizações Automáticas”. Na aba Remoto, desmarque “Permitir o envio de convites de assistência remota deste computador”. Clique OK.

Ainda no Painel de Controle, abra Barra de tarefas e menu iniciar e deixe configurado como mostrado nas telas abaixo:

config-1

config-2

Agora uma parte importante. Como queremos que o PC fique por sua conta, é importante que ele não durma e nem desligue o vídeo. Ainda no Painel de Controle, clique em Vídeo. Na aba Proteção de tela, selecione (Nenhum) no menu de proteção de tela. Em seguida, clique no botão Energia… e deixe tudo como mostrado na figura abaixo:

config-3

CALIBRANDO O INTERNET EXPLORER

Uma vez que você já tenha criado o atalho e anteriormente copiado os arquivos terminal e index para o diretório do servidor, reinicie o PC para vermos como ele vai se comportar. Provavelmente muito mal, mostrando algo mais ou menos assim:

primeiravez

Esses malditos balões amarelos vão ficar querendo aparecer a todo momento, atrapalhando nosso negócio. Posteriormente mostrarei como desabilitá-los. A princípio clique nesse do tour para que o windows sossegue.

Siga essa mandinga à risca: estique para todos os cantos a janela do IE ao máximo, sem clicar no botão maximizar. Clique com o botão direito do mouse na barra de ferramentas e desmarque tudo. Agora clique em Exibir e desmarque Barra de status. Agora feche o IE e reinicie o computador.

Já melhorou, agora o IE abre ocupando quase toda a tela. Clique em Exibir – Tela inteira. Os botões aparecem? Clique em cima dessa barra e marque “Ocultar automaticamente”. Feche o IE e reinicie o PC. Se você fez direito, agora o navegador vai abrir sempre em fullscreen.

Caso isso não aconteça, vá até o menu Iniciar, clique em Executar, escreva regedit e dê Enter. Vá até o diretório do registro abaixo e altere a chave Fullscreen para “yes”:

regedit-1

Aproveite que você está com o editor de registros aberto, vá em [HKEY_CURRENT_USER\Software\Microsoft\Windows\CurrentVersion\Policies\Explorer”, clique com o botão direito, Novo – Valor DWORD, dê o nome “NoSMBalloonTip” e valor 1. Isso resolve o problema dos balões. Não é moleza?

Feche tudo e reinicie pra ver como ficou. Teste a busca algumas vezes seguidas, usando o leitor de código de barras ou mesmo digitando parte do nome de um produto. Em determinado momento, o IE vai perguntar se você quer habilitar o recurso de auto completar. Clique em NÃO. Depois disso não haverá mais surpresas e o sistema funcionará sozinho sem perigo de parar.

A tela é essa:

tela1

Pra animar um pouco, pus um gif e o subtítulo com marquee.

Se você ligar o computador a uma rede via cabo ou Wi-Fi, compartilhe a pasta htdocs para acesso completo, desse modo você pode atualizar o arquivo terminal.txt diretamente da sua máquina principal.

Não vou explicar como criar uma rede entre dois computadores, pesquise no google por “rede windows xp” e você encontrará vários tutoriais, como esse por exemplo. Basicamente os dois PCs precisam estar num grupo de trabalho de mesmo nome e com a pasta htdocs compartilhada com acesso total.

Se não for possível colocar o PC em rede, vai ter que usar um pendrive mesmo.

É isso, divirta-se!

barcode

Computador velho como terminal de consulta de preços

Se você tem um comércio e utiliza algum tipo de sistema de automação para controlar seus produtos, deve estar familiarizado com aqueles terminais de consulta onde o cliente passa o código de barras e vê o preço do item. São aparelhos tão úteis quanto caros.

Como estou (finalmente!) começando a informatizar meu pequeno sebo fui procurar saber desses terminais, já que para mim seria importante ter controle fácil e total sobre os preços dos livros. Alguns variam muito de acordo com a época do ano, a moda e etc. Acredito que o melhor é não deixar o preço afixado neles. Por outro lado, a lei exige terminais em estabelecimentos onde o preço não esteja afixado no produto.

Daí eu me vi numa situação complicada porque investir mais de mil reais num terminal de consultas fica além das minhas possibilidades.

Como sou brasileiro e brasileiro é antes de tudo uma gambiarra, encontrei uma solução “elegante” para o problema. É isso mesmo, usar um PC antigo como terminal de consulta!

A lista de coisas que você vai precisar:

  1. CPU velha com porta USB (um Pentium III com uns 256 MB de RAM e um HD pequeno e OK serve bem)
  2. Teclado PS2 ou USB
  3. Mouse PS2 ou USB
  4. Monitor de qualquer tipo (um de tubo de 14 polegadas serve bem)
  5. Leitor de código de barras PS2 ou USB
  6. Sistema operacional Windows (98, ME ou XP)
  7. Pendrive de qualquer tamanho

O funcionamento é bem simples: uma página web aberta em tela cheia no navegador Internet Explorer. Nessa página existe um campo de busca. Quando o cliente aponta o leitor para o código de barras do produto e aperta o botão, a busca retorna na tela os dados do produto. Depois de alguns segundos a página recarrega automaticamente, voltando o foco para o campo de busca e permitindo uma nova consulta. O cliente não precisará usar o teclado ou o mouse, apenas o leitor.

Parece legal? E é, mas tudo isso tem seus inconvenientes. Você precisará atualizar esse arquivo manualmente quando inserir novos produtos no seu estoque e eventualmente para retirar os esgotados.

Ou seja, você terá que:

  1. gerar o arquivo de produtos no seu software de estoque (geralmente é um arquivo txt)
  2. abrir esse arquivo no bloco de notas e copiar o conteúdo
  3. abrir o arquivo html também no bloco de notas e colar o que você copiou no espaço determinado
  4. salvar o arquivo html no pendrive e jogar esse arquivo no computador terminal.

É um procedimento sem segredos e fácil para quem está familiarizado. Se você não faz ideia do que estou falando, melhor pagar para o técnico que cuida da automação do seu negócio fazer isso.

O código que vou compartilhar é escrito em html arcaico e funciona bem no IE6, idealmente usando resolução de tela de 640×480.

Eu testei apenas com o windows ME, sistema operacional que tenho original, mas imagino que funcione com 98 e XP. Em outros navegadores não garanto que fique OK.

Para facilitar, salve o arquivo html diretamente no desktop. Abra e tecle F11 para deixar em tela cheia. Ao abrir, a tela deve parecer assim:

tela1

Quando uma busca é feita, o resultado aparece na faixa amarela:

tela2

Caso o produto pesquisado não esteja na lista, aparecerá uma mensagem de aviso. Não se preocupe, não será necessário teclar ENTER porque a mensagem desaparece ao tentar uma nova consulta com o leitor, e a página volta a carregar normalmente:

tela3

Antes de te fornecer esse código gratuitamente e de forma grátis e de graça, que eu sei que você está ansioso para por suas mãos sovinas, deixe-me explicar alguns detalhes e dar algumas dicas enquanto admiramos juntos essa obra prima da webgambiarra.

O código é antigo, desatualizado e todo errado segundo os padrões atuais, mas funciona que é uma beleza, pelo menos no IE6 do jeito que ele vem instalado no Windows e com resolução baixíssima de 640 x 480.

Tentei manter a página o mais enxuta e leve possível e marotamente consegui esconder o campo de busca simplesmente deixando as cores iguais a do fundo amarelo.

É conveniente desligar a proteção de tela e a economia de energia do computador. Também seria muito bacana fazer uma caixa ou decoração em volta do monitor para se parecer mais com um terminal de consulta, esconder a CPU etc. Colocar um atalho para o arquivo no menu start para abrir ao ligar o PC e dar um jeito de alterar o arquivo via rede também são coisas fáceis de se implantar.

A página está configurada para dar um refresh a cada 10 segundos, o que julgo ser um tempo ideal para o cliente ver o preço e fazer outra consulta sem ter que esperar muito. A cada atualização, o cursor volta ao campo de busca, então não há perigo de se precisar clicar em nada. O leitor de código de barras precisa estar configurado para dar ENTER.

Quando você colar a lista de produtos dentro da tag TEXTAREA, deixe sempre uma linha em branco no começo e no final. Não tente aumentar ou mudar a fonte usada para mostrar o produto, nem alterar para mais o valor COLS da tag TEXTAREA, senão a página pode ficar muito larga e exibir uma barra de rolagem horizontal.

Eu testei o arquivo html usando 20000 linhas de produtos e não houve perda significativa de velocidade na busca ou no carregamento e recarregamento. A imagem no pé da página é apenas uma graça, você pode substituir pelo logotipo da sua loja ou algo assim.

É isso. Está aí o seu terminal de consultas barato e enorme. Eis o código:

<!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN">
<html>
<head>
<meta http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8">
<meta http-equiv="refresh" content="10">
<title>CONSULTA DE PREÇO</title>
<meta http-equiv="Pragma" content="no-cache">
<meta http-equiv="expires" content="timestamp">
 
<script language="JavaScript" type="text/javascript">
 
var TRange = null;
 
function Procurar(str) {
if (parseInt(navigator.appVersion) < 4) return;
var Resultado;
if (window.find) {
 
// CODE FOR BROWSERS THAT SUPPORT window.find
Resultado=self.find(str);
if (Resultado && self.getSelection && !self.getSelection().anchorNode) {
Resultado=self.find(str)
}
if (!Resultado) {
Resultado=self.find(str,0,1)
while (self.find(str,0,1)) continue
}
}
else if (navigator.appName.indexOf("Microsoft")!=-1) {
 
// EXPLORER-SPECIFIC CODE
if (TRange!=null) {
TRange.collapse(false)
Resultado=TRange.findText(str)
if (Resultado) TRange.select()
}
if (TRange==null || Resultado==0) {
TRange=self.document.body.createTextRange()
Resultado=TRange.findText(str)
if (Resultado) TRange.select()
}
}
 
if (!Resultado) alert ("PRODUTO SEM CADASTRO, PROCURE O VENDEDOR") 
return;
}
</script>
 
<style type="text/css">
 
body {
background-color:blue;
margin:0;
padding:0;
border:0;
font-family:sans-serif;
overflow-y: hidden
}
 
div {
margin:0;
padding:0;
border:0;
}
form {
margin:0;
padding:0;
border:0;
}
 
*:focus {outline: none;}
 
.cabeca {
background-color:blue; 
color:white;
text-align:center
}
 
.resultado {background-color:yellow}
 
#busca {background-color:yellow;color:yellow;border:0}
 
.botao {background-color:yellow;color:yellow;border:0}
.campo {
overflow: hidden;
font-weight:bold;
background-color:yellow;
border:0;
margin:0;
padding:0;
font-size:12px;
font-family:monospace;
color:#000000;
text-transform:uppercase
}
.barra {text-align: center}
 
</style>
</head>
<body onload="document.getElementById('busca').focus();">
<div class="cabeca">
<h1><i>BUSCA PREÇO</i></h1>
<h5>APONTE O LEITOR PARA O CÓDIGO DE BARRAS DO PRODUTO E APERTE O BOTÃO<br><br>
AGUARDE A CONSULTA ANTERIOR APAGAR ANTES DE REALIZAR OUTRA</h5>
</div>
<div class="resultado">
<form id="f1" action="" onsubmit="if(this.t1.value!=null &amp;&amp; this.t1.value!='') Procurar(this.t1.value);return false" name="f1"><input type="text" id="busca" name="t1" value="" size="20"> <input class="botao" type="submit" name="b1" value="Q"></form>
 
<form action="">
<textarea class="campo" name="mytextarea" cols="85" rows="1" readonly>
 
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Sony Playstation 3 – um review

Comprei um Playstation 3 para usar no arcade que estou fazendo. Vamos a um pequeno review desse console.

Este é o modelo Super Slim de 250GB fabricado no Brasil, código CECH-4214B 02. Edição especial GTA V.

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Esse modelo é 50% menor que o original, o tijolão lançado lá em 2006. Possivelmente essa será a última reformulação do console já que o Playstation 4 chegou.

Ele vem com apenas um controle DualShock 3 sem fio. Pelo que andei lendo por aí, pode não ser original. Não me pergunte! Eu vi isso aqui.

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Acompanha um cabo A/V, um cabo USB para sincronizar e recarregar o controle, cabo de força e o blu-ray do jogo Grand Theft Auto V com manual e mapa da cidade de Los Santos. A caixa por fora da caixa tem o tema do jogo.

Na parte da frente do console existem duas entradas USB 2.0 e os botões Open e Power. Em cima, a tampa do compartimento de mídia, que é de abertura manual. Na traseira temos a porta de rede (ele tem Wi-Fi também), saída HDMI, saída ótica, saída de vídeo componente e conector do cabo de força. A traseira também é quase toda ocupada pelas aletas de ventilação. O bicho esquenta bastante.

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A interface é bem intuitiva mas um pouco feia. Não tenho parâmetro de comparação com outros consoles mas achei que as transições entre telas e menus é um pouco lenta. A PSN também não escapa, não me agradou.

Baixei os pouquíssimos jogos gratuitos que encontrei na PSN americana mas não consegui jogar nenhum. Depois de horas de download, ao abrir o jogo, mais atualizações sem fim. Aliás isso é algo terrível, querer jogar e ter que esperar baixar alguma coisa que nem se sabe o que é exatamente. O que mais se vê são barras de progresso! A única alegria é o GTA V mesmo. Imagino que com uma conexão de Internet rápida de verdade a coisa seja diferente.

Como cresci acostumado com Atari e não me atualizei com essas modernidades, não tenho lá muita paciência. Vamos relevar isso ;)

Além de games o console oferece possibilidades de mídia como música e filmes de serviços como Netflix e Crackle. Bem legal.

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O cabo de vídeo que veio junto com o console é inútil, a imagem fica horrível e é impossível ler algumas coisas. Mesmo usando um cabo de vídeo componente não melhorou muito. HDMI é essencial, tanto é que os filmes em blu-ray que tentei assistir não abriram por exigirem esse tipo de conexão com a TV.

Bom, é isso. Esse foi mais um review paia by Roberto :D

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A culpa é do cupim

Sendo um dono de sebo que gosta de ler, vivo sabotando meu negócio ao surrupiar regularmente algum produto das estantes. Nessa história de “hum… quero ler esse, vou levar…” começou a faltar espaço na minha pequena biblioteca, que consiste em duas prateleiras com pouco mais de um metro cada.

Para minha sorte as prateleiras pegaram cupim. Tremo de imaginar esses bichinhos começando sua escavação nos livros que guardo com tanto carinho! Não vi outra solução: estou numa maratona de leitura pra acabar com a biblioteca e migrar de uma vez para os livros digitais. Na verdade vou manter apenas minha coleção do Stephen King, que inclusive quero ampliar.

Uso meu iPad como ereader faz tempo mas somente agora joguei pra dentro dele o fruto de anos e anos de pilhagem cultural. Tenho lá uns 3000 livros devidamente socializados.

Apesar de curtir bastante a ideia do livro digital e ter desenvoltura pra ler mil páginas numa tela de vidro, tenho certa resistência em comprá-lo. Primeiro porque não tenho escrúpulos sou pobre e piratear é fácil, segundo porque ainda considero os livros em papel mais vantajosos.

Eu sei que no formato digital as possibilidades são maiores mas ainda não chegamos lá.

Livros de papel não são presos a nenhum software, plataforma ou empresa, não dependem de nada para serem usados, não exigem senha ou autenticação. Podem ser emprestados sem necessitar de nenhum tipo de sincronização além de um aperto de mãos. Podem ser dados, revendidos e até mesmo jogados fora. Podem cair no chão, levar banhos dos mais diversos líquidos e até mesmo serem parcialmente devorados sem que isso acarrete perda ou corrompimento de dados. Ou seja, zero por cento de frescura.

Ebooks são geralmente uma simples cópia digital do livro impresso, sem maior preocupação com aparência e ainda por cima com quase o mesmo preço. Qual a vantagem? O peso, sim, é uma vantagem. Bem mais fácil ler “Sob a redoma” ou “Novembro de 63″, dois calhamaços que beiram mil páginas, no iPad do que no papel. Mudar o tamanho da fonte? Sim, com certeza é uma grande vantagem. O quê mais?

Por enquanto mais nada. Mas talvez eu esteja por fora, não sei. Mas o que estou dizendo? Claro que estou por fora, ainda acredito que dá pra viver vendendo livro velho!

Pra você ver o malabarismo mental que a gente precisa fazer pra justificar a pirataria.

Projeto Arcade – Parte 06

Esqueci de juntar algumas fotos do gabinete na última parte.

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Lindo, não? Ele está montado faz meses, na verdade. Estava encostado e esquecido, coberto de poeira, muita poeira.

A parte complicada não foi a montagem mas sim definir o desenho e dimensões. Não existe uma regra ou padrão, em geral as primeiras máquinas eram feitas a olho mesmo. Por isso que existem inúmeros modelos.

Meu medo era que ela ficasse muito grande ou muito pequena. Acho que ficou bem bom.

No fim do projeto eu apresentarei as medidas e outros dados necessários para quem quiser se aventurar a construir uma.

UM PAINEL DE CONTROLES DO FUTURO!

Precisarei refazer o painel de controle para aproveitar todos os comandos dos gamepads. Andei pesquisando layouts modernos que incluam uso com Playstation mas não achei nada além disso:

large-quasicon-guide

Parece ser o melhor desenho, vou seguir com esse.

Vamos trabalhar! Se tudo correr como esperado, talvez na virada do ano essa danada esteja finalmente pronta :)

 

Projeto Arcade – Parte 05

Like the legend of the phoenix…

Você achou que eu nunca mais daria prosseguimento nessa bagaça, né? Sei que sou famoso por não terminar o que começo mas acredite que estou tentando realmente mudar esse cenário.

Depois de dias pesquisando e refletindo, um grande e exaustivo passo foi dado no plano.

Fazer a máquina baseada num PC dedicado rodando o MAME… Olha, não dá. Muito chato configurar, organizar um monte de coisas e fazer tudo rodar redondo pra no final ter um arcade engessado com um punhado de jogos antigos e ponto final.

Claro que é outro conceito ter uma réplica das antigas, com ficheiro e tal. Teria seu valor mas… sei lá. Penso que depois seria dificultoso vender: os interessados nesse tipo de máquina são poucos, penso eu.

Por outro lado, uma máquina mais polivalente e moderna teria um leque maior de interessados.

Então, finalmente e sem sombra de dúvida, fica decidido que o objetivo é criar uma máquina que pode ser usada com um Playstation do modelo One ao 3 ou com um PC e poderá ser vendida com ou sem tela e cérebro.

Como fazer isso? Mais simples do que parece.

O gabinete será simplesmente um rack especial, com dois controles de arcade fixos, lugar para monitor ou TV de até 29 polegadas e espaço para um Playstation ou PC.

rascunho

CONTROLES

Usando um par de gamepads tipo flex vou fazer a gambiarra dos controles de arcade. Esse tipo de gamepad contém toda a essência do modelo de máquina que vamos trazer a vida. Eles não são lá grande coisa e não substituem a altura o controle do Playstation 3, mas creio vão servir bem nessa adaptação onde a prioridade é a polivalência. De qualquer modo haverá a opção de usar o controle original do console.

TELA

Pela largura interna, o gabinete comporta uma TV ou monitor de até 29 polegadas. Vamos fazer essa parte de modo que fique fácil usar qualquer modelo que entre nesse espaço de 69 cm de largura. A base do monitor/TV terá duas posições, nivelada ou inclinada para trás, de modo que será possível jogar em pé usando os controles arcade ou sentado num sofá usando controles originais do console.

O CÉREBRO

Poder usar um PS1, PS2, PS3 ou PC dão uma liberdade muito grande para o jogador. Com uma simples troca de cabos, qualquer um dos sistemas estará funcional num instante. Embora eu não vá poder testar, um PS4 também será viável se os gamepads flex funcionarem nele.

E é na parte de baixo do gabinete, onde geralmente fica o cofre de fichas das máquinas originais, que ficará um armário, com porta ou não, para acomodar o console ou PC. Dependendo de como organizarei esse espaço, acredito que haverá lugar para mais de um.

E O SOM?

Depender do som de um monitor que tenha esse recurso ou o de uma TV, não é ideal. Essa parte ainda precisa ser vista com cuidado.

LEIA TODA A HISTÓRIA DESSA EMPREITADA ATÉ AQUI

Projeto Arcade – Parte 01Parte 02Parte 03 - Parte 04

 CUSTOS ATÉ O MOMENTO

DESCRIÇÃO

CUSTO

Kit controles 2 jogadores – 2 comandos e 16 botões de nylon c/ switchs R$ 95,70
2 barra de terminais de 12×2 contatos R$ 13,00
60 terminais elétricos R$ 15,00
8 botões de nylon c/ switchs R$ 37,10
Chapa de compensado sarrafiado – virola 2,5×1,6 R$ 91,35
Laminado Fórmica brilhante preto R$ 108,40
Lata de cola de contato 2,8kg R$ 29,56
Console Playstation 3 (com acessórios) R$ 1049,90
2 gamepads Neo Flex (PS1/PS2/PS3/PC) R$ 99,80
TOTAL PARCIAL R$ 1539,81

ME DIGA O QUE VOCÊ PENSA

Dê o seu pitaco aí nos comentários. Alguma ideia melhor, uma dica? Acha que vai dar certo ou essa coisa vai ser um trambolho inútil? Quanto você pagaria por uma máquina dessas? Quer pagar quanto? :D

 

Reeve_and_Serfs

Libertação animal for dummies

Vamos imaginar que em outra galáxia (muito, muito distante) há um pequeno planeta com vida. Nesse mundo hipotético, vamos imaginar que existam apenas duas espécies de animais, os UPs e os Dows.

Imagine que essas duas espécies são bem diferentes. Os UPs são todos fisicamente parecidos, extremamente inteligentes e racionais. Os Dows variam em tamanho, de minúsculos a gigantes, todos com características bastante distintas e mais guiados por instintos primitivos que por inteligência racional. Os Dows são, obviamente, inferiores e incapazes comparados aos UPs.

Os UPs, durante toda a história daquele mundo imaginário, dominaram e subjugaram a natureza a sua volta, incluindo os Dows, e construíram toda a sua civilização baseada em seu uso como alimento, matéria prima para utensílios, combustível etc. Os UPs não teriam chegado no seu atual nível de desenvolvimento não fosse por esse recurso tão abundante na natureza.

Como seres altamente desenvolvidos, os UPs eram capazes de feitos incríveis e evoluíram rapidamente, criando uma tecnologia avançada e uma riqueza cultural única. Apesar de também fazerem parte da natureza daquele planeta imaginário, os UPs sempre se consideraram diferentes e escolhidos por uma consciência superior, destinados a um lugar especial no cosmos.

Numa dado momento da história da civilização UP, alguns indivíduos começaram a criar Dows dentro de suas casas sem outra razão além de ter uma companhia. No começo apenas os Dows com melhor aparência tiveram esse privilégio mas, conforme o hábito se espalhou por entre os UPs, até mesmo os mais feios e estranhos Dows conquistaram alguma simpatia.

Numa época em que toda a natureza do planeta começou a apresentar os resultados de milênios de exploração incessante, com ar, rios e plantas tornando-se inutilizáveis, incluindo a extinção de muitos tipos de Dows, os estudiosos e cientistas UPs fizeram pesquisas e apresentaram resultados que surpreenderam a todos.

Eles concluíram que alguns hábitos antigos estavam afetando o planeta de forma perigosamente negativa. Entre esses hábitos estava o de usar os Dows para os mais diversos tipos de fins. Alertaram que, se determinadas atitudes não fossem tomadas, a continuidade da espécie UP poderia ser prejudicada. Além disso, também concluíram que os Dows não eram tão inferiores como se acreditava e mais parecidos com os UPs do que se imaginava.

Nesse planetinha impossível, os relatórios dos cientistas não tiveram um grande impacto social imediato. No entanto, algumas mudanças começaram a ocorrer.

O número de UPs que se abstinha de alimentar-se de Dows, que sempre fora muito baixo, começou a aumentar, assim como o número daqueles que preferiam não usar nada que tivesse sido feito a partir de um Dow.

Alguns começaram a questionar a necessidade de matar Dows e a criticar os UPs que amavam alguns deles ao mesmo tempo em que usavam e comiam outros.

Eles alegavam que o atual estado tecnológico da civilização UP dispensava a necessidade de usar Dows. Esses UPs radicais acreditavam que todos, tanto UPs como Dows, tinham o direito de viver suas vidas sem serem explorados, usados como alimento ou brinquedo e que nenhum ser vivo com sistema nervoso, consciente ou sensciente, deveria ser escravizado por outro.

Afirmavam que os UPs, apesar de terem o poder de subjugarem os Dows, nunca tiveram esse direito e, agora que esse fato havia sido reconhecido, era chegado o momento de libertar os Dows da escravidão.

Esses UPs diferentes começaram a interferir no status quo, quebrando as leis ou lutando por mudá-las, interferindo e prejudicando o negócio de empresas que usavam Dows e tentando mostrar para outros UPs como os Dows vinham sendo maltratados desnecessariamente. Alguns invadiam instalações para libertar Dows aprisionados.

Tudo isso acabava por causar grande comoção pública e deixava confusos os UPs acostumados a levar a vida sob velhas tradições.

E foi assim que grandes mudanças começaram a acontecer naquele mundo imaginário e absurdamente distante, onde os peculiares UPs tentavam se entender entre si e manter o controle do destino de sua espécie. Mesmo com tantas discórdias, todos eles acreditavam que era importante prosseguir no caminho rumo as infinitas possibilidades da evolução.

Direto do MySpace de 2009

Em 2009 o MySpace estava pegando embalo na descida da ladeira depois de ter gozado algum tempo como a maior rede social do mundo. Com a chegada do Twitter e do Facebook as coisas ficaram complicadas pra ele. Daí em 2012 veio um cara chamado Justin Timberlake — conhece? — e deu uma desfibrilada no já moribundo. Desde então a luta tem continuado, mas agora os tempos são outros e a briga é dura. Eu acho que já era, Justin. Apenas deixe-o ir.

Pois foi nesse ano que subi algumas músicas lá. Claro, fizeram sucesso nenhum. Eram duas interpretações meio toscas em voz e violão (Azedume do Los Hermanos e Redemption Song do Bob Marley) e uma demo de uma música que fiz nos intervalos da gravação do disco do supercaras.

Eu perdi faz tempo os originais e sempre fiquei de dar um jeito de copiar aquelas faixas pra publicar no SoundCloud, que é minha opção atualmente, mas o pessoal do MySpace é malandro e nunca disponibilizou um botão ao menos para o músico fazer download das próprias coisas.

Pesquisei e descobri que o jeito era pagar para um site obscuro magicamente puxar as faixas ou gravar o streaming. Eu gravei, fazer o quê?

E elas agora estão no SoundCloud. Curte aí!

Artista plástico e papelão